fode-tio
  Diante das denúncias feitas pelo meu amigo Vítor, enviei esse e-mail à coopmac.



Esse e-mail tem o objetivo de manifestar minha indignação e decepção em relação a atitude de alguns funcionários dessa instituição.

Durante o fim de semana passado foi realizado um evento de caráter rural no parque de vaquejada. Houve um grupo que, de modo pacífico, empreendeu uma manifestação contrária aos princípios de realização desse "esporte" caracterizado pela derrubada de bois enquanto um "público de grande nível cultural se diverte" (o que é muito comum em diversos locais civilizados). Quanto a isso não há implicações maiores, pois a Legislação do país não proíbe esse tipo de manifestação.

A questão é: A Constituição Federal, nossa Carta Magna, assegura o direito a livre manifestação popular, desde que não haja tumulto ou vandalismo. Por sua vez, alguns funcionários da coopmac, possuídos por um espírito característico dos coronéis do início so século XX, se acharam no direito de desrespeitar a Constituição democrática, pois além de ignorá-la, como já era de se esperar, julgaram-se acima de qualquer responsabilidade civil ou penal proveniente de seus atos.

Informo, como cidadão e estudante de direito, que ao contrário daquilo que foi alegado pelos ignorantes funcionários da instituição, não é somente em SP ou no RJ que a Lei tem poder não. Ela pode não ter eficácia para pobres e desconhecedores do direito positivo, mas para mim e para a entidade realizadora da manifestação ela possui sim eficácia e efetividade.

Além de a C.F ter sido desrespeitada, a empresa poderá responder pela atitude de alguns indivíduos rústicos que agrediram os manifestantes, nos planos civil, penal e etc.

Atenciosamente, um cidadão indignado.


Escrito por williem às 10h29
[] [envie esta mensagem]


 
 

Estava lendo os posts depois de muito tempo sem escrever nessa porra -acho que tem quase um ano que não escrevia- e, percebi o quanto que algumas posições minhas mudaram, aliás, como algumas de minhas antigas posições tem um cheiro podre de pós-modernismo, de esterco acadêmico-universitário-conformista. Nesse texto vou explicar em que consiste esse tipo de pensamento.

Até a década de 60 ou 70 (acho) a universidade estava polarizada entre os conservadores e os libertários, entre os capitalistas e anti-capitalistas (de toda a espécie), enfim dos revolucionários (tomando esse termo em seu sentido mais amplo) e os reacionários. Ser libertário significava, consumir a vida(até a morte se necessário) em busca da realização da verdade subjetiva que guiava a sua existência: o ideário de libertar a si mesmo e ao mundo de todas as correntes possíveis, de se opor a opressão do capital, de superar as limitações e controle sociais de toda a espécie.

Mas, essa posição continha vários problemas: ela era muito perigosa! Os libertários eram perseguidos, eram presos, eram até mortos! Eles lutavam em guerrilhas e guerras! Eles poderiam ser escurrachados de casa! Eles poderiam ser deserdados e perder muito dinheiro!Eles poderiam perder e emprego!

Os intelectuais muito preocupados, começaram a assumir uma posição que lhes permitiriam manter-se como críticos do sistema e ao mesmo tempo manter a suas vidinhas confortáveis, eis a grande invenção do fim do século: os ultra-chic-anarco-poéticos-niilistas-libertários. Mas, o que seria esse tipo de gente?

Tudo começou com uma coisa brilhante ( e isso não é ironia). A descoberta de caras como os Beatnicks, Deleuze, Guatarri, etc. que recorrendo a figurinhas carimbadas como Nietzsche e Rimbaud, concluíram que a libertação individual era necessária e que ela não poderia ser esmagada por uma concepção social de dever. Um bando de gente nos 60 começou a buscar libertar os seus desejos e saiu de casa usando drogas e curtindo Rock N´ Roll.

Todo esse povo Hippie partia do pressuposto que não existem verdades absolutas na vida e que o melhor a se fazer e ter uma vida desenraizada, não apegada a nada e curtir a sua liberdade.

Todo esse movimento influenciou bastante a intelectualidade posterior, que apesar de não aderirem ao conceito de busca incondicional da liberdade (senão o que estariam fazendo no estéril meio acadêmico), adorou a justificativa da hipada para a sua apatia: agora não fazer nada – não confrontar as instituições, os conservadores, não ter que ir para guerras perigosas, não ter de mexer com bombas destrutivas- era a posição libertária, segundo a novíssima concepção ultra-chic-anarco-poéticos-niilistas-libertários de liberdade, que é justamente: 1) não julgue ninguém, isso é fascismo (esqueça o fato de isso próprio já ser um julgamento) 2) não seja maniqueísta, e portanto não veja o mal em nada, isso é um dualismo fascista (e esqueça o fato de que isso próprio já é um maniqueísmo) 3) chame de fascistas quem desobedeçer a 1 e a 2   4) chame de ultra-fascista os marxistas porque eles apóiam o estado 5) quando houver qualquer guerrilha, chame-a de fascista e que você não irá depor um estado para colocar outro no lugar 6) quando alguém indagar sobre fazer uma revolução (lembre-se isso é perigoso) para tirar todos os estados então: diga que as revoluções são opressoras ou desconverse falando dos livros do Derrida. 7) fale que é fascista lutar por uma verdade, verdades são fascistas (esqueça o fato disso ser uma verdade). Portanto, revoluções são fascistas. 8) no último caso, fale que o mundo nem sequer existe (use sempre as palavras narrativas, discurso, estruturas amorfas, deslocamento, descentramento)

Se você seguir todos esses passos será um anarco-chic-poéticos-niilistas-libertário. E o melhor, isso é bem confortável, não contraditório (e quem se importa com contradições no mundo anarco-chic) com a cátedra universitária, com o natal em família, com um passeio no shopping: fale de liberdade enquanto toma sua cerveja sem álcool com carne de soja. E alegre-se, você cumprirá o seu objetivo de não aderir a verdades: você nem sequer será uma pessoa de verdade, não precisará tomar decisões de verdade, se posicionará de verdade frente a situações concretas (até porque essas situações nem sequer existirão), não acreditará que existe um mundo-referência para as verdades (de forma que você nem se quer existirá de verdade), não vai comer carne de verdade ( você achará que animais são como pessoas, faz parte do protocolo da neo-liberdade).

Mas se você for uma dessas pessoas e começar a achar angustiante viver encarcerado apesar do discurso neo-libertário, quando você começar a perceber que o desejo pressupõe verdades (o inconsciente estruturado como linguagem constrói objetos de desejos através da mediação de símbolos de poder articulados estruturalmente), quando enjoar de escutar música ruim só porque o movimento o movimento anarco-chic por exelência- a tropicália disse que as músicas boas são ruins, efim quando a sua vida estiver uma merda, então:

Você pode esquecer o tédio de sua vida ridícula agindo: 1) entrando para a ONU, trabalhando na UNICEF 2) trabalhando em ONGs 3) entrando em partidos Sociais-democratas que seguem o modelo neo-liberal dos partidos de direita, mas que querem ao menos promover uma “democracia” participativa e defensora das minorias .4) escutando música eletrônica 5) entrando para a sociedade protetora dos animais.

Divirta-se, você será feliz!



Escrito por azamor às 00h07
[] [envie esta mensagem]


 
   

Algumas pessoas acham que somos intolerantes, agressivos e arrogantes. Talvez a maioria delas tenham motivos verdadeiros para acreditar nisto... mas o fato é que o esquife de gelo em que o mundo se tornou depois de que as pessoas aceitaram um modelo de vida baseado no que a literatura de auto-ajuda consagrou como "a busca pela auto-realização" levou a uma realidade muito mais intolerante, agressiva e arrogante. A indiferença e a descartabilidade demarcam as essências das relações intersubjetivas. Os relacionamentos entre as pessoas tornam-se cada vez mais superficiais, essas, em meio a suas agendas e celulares lotados de telefones vivem uma solidão aguda, a suas intimidades são veladas e interpretadas a partir de ferramentas massificada de auto-análise que os conduz aos mesmos resultados: culpa-se sempre a dor e o sofrimento e busca-se sempre remedia-los através de fórmulas prontas para "melhorar o astral" e "elevar a auto-estima", ou toda a parafernália de artefatos psicológicos que busquem induzir ao bem-estar. Mas essas pessoas não compreendem que o problema não está na dor, e sim nelas próprias - e não porque tem pensamentos negativos ou coisas do gênero- e sim porque essas pessoas não têm consciência de sua própria condição afim de construírem autonomamente uma posição de mundo, uma posição de mundo que dê a eles alguma confiança para se situar perante o desenrolar dos fatos, uma posição de mundo que se os dê uma referência para se relacionar com os outros e especialmente a consciência de que tanto pragmaticamente quanto existencialmente todos necessitamos dos outros para ser o que queremos ser. É por ter consciência deste terceiro problema é que me torno agressivo com os outros, afinal, eu não posso assumir a minha plenitude da minha identidade, se eu não puder compartilha-la, comunica-la e intercambia-la com as demais subjetividades. A subjetividade “corta” de uma forma muito rasa as mentes massificadas, então tudo perde a intensidade, em um mundo que paradoxalmente, bombardeia as pessoas  com sensações a todo instante. Os seus valores humanistas não existem de maneira suficientemente intensa nas pessoas para que elas se sensibilizem com a miséria; o valor de tolerância típico desses tempos de democracia liberal que vivemos, dificilmente faz com que as pessoas se destituam de seus preconceitos contra negros e homossexuais. E é exatamente porque eu reajo contra essa falta de humanidade, contra essa vida formada por momentos e pessoas descartáveis, contra o que é contra as pessoas. Eu, como poucos, amo intensamente esse mundo e as pessoas que a compõem (como eu não acredito na transcendência, eu desejo intensamente a esse plano de imanência) , e a minha agressividade é a conseqüência da minha apologia à realização do desejo. Para que as subjetividades construam os seus motivos é necessário um ambiente cultural que é objetivo- que hoje é construído pelos meios de comunicação- e, a minha arrogância se destila à esse realidade objetiva e afeta as pessoa apenas quando estas assumem mecanicamente essa realidade cultural objetiva como representação pessoal da realidade, como ideologia. Então, a minha postura é eminentemente contra as barreiras ideológicas que as pessoas constroem para  atenuar as suas humanidades ; contra a conformação às profecias auto-realizáveis (como aquela de que todo mundo apenas só quer ganhar dinheiro); para resgatar a sensibilidade dos indivíduos com relação à condição dos outros. (como diz Mário de Sá-Carneiro: “eu não sou eu, nem o outro, sou alguma coisa de intermédio”)



Escrito por azamor às 20h59
[] [envie esta mensagem]


 
 

Realmente o texto escrito por George trata de um tema bem presente na minha vida; escreverei com base na minha ótica, nas minhas ações, não farei considerações acerca de ações ou idéias de outrem, pois não pretendo falar por ninguém. A minha relação com a arte é na maioria das vezes falsa e contraditória, não tenho vergonha de assumir isso. O mundo em que vivemos é bastante cruel e coloca sobre nós pesos sociais significativos; eu poderia dizer com segurança, que o que mais me impede de vivenciar a arte em sua plenitude são as cobranças e expectativas depositadas em mim pelas pessoas de modo geral. Essas cobranças, digamos, são em sua maioria implícitas e adquirem uma roupagem cotidiana absolutamente desoladora. Esse aspecto faz de nós escravos monitorados a cada ação que praticamos; não há uma definição formal do que nos coage, porém fica claro todo o tempo esse processo de coação. A arte exige um desapego demasiado com relação a esses ditos processos, que são alienatórios, para que ela seja de fato respeitada e "honrada". O que se percebe é que a maioria esmagadora das pessoas é absolutamente presa a essa rede controladora, de modo que não consegue vivenciar nada do que foge de seu limitado campo de ação; eu creio que a tomada de consciência acerca dessa peoblemática é o que há de mais importante para uma libertação efetiva. Espero que vocês que frequentam e escrevem no blog, saibam que eu me esforço sinceramente para para passar desse estado de consciência para o estado de ação, e se não souberem também que se fodam! Acho que já avancei em muitas coisas, porém em outras estou bastante atrasado ainda, contudo acredito eu, que essa seja a grande luta da nossa vida, uma luta difícil e desesperada, que visa a diminuição progressiva das amarras sociais, que são fatores basilares que interferem na nossa limitação no que tange ao grau de apreciação artística. O meu esforço maior há anos vem sendo a progressão de sensibilidade, e sabendo que as vulgaridades sociais são o maior obstáculo para essa progressão, venho buscando a cada dia um maior desprendimento. Às vezes sou covarde e passivo, mas as minhas intenções são sempre as de seguir dilacerando minhas limitações de ser humano impotente e fortemente inserido nessa sociedade de consumo anti-artística.



Escrito por williem às 10h37
[] [envie esta mensagem]


 
 

Em meio ao meu ócio diário, me senti com vontade de escrever algo acerca das nossas relações interpessoais, e também da nossa necessidade de criar uma imagem, um tipo social, para que as demais pessoas os tomem como referência. Todos sabemos, que mesmo quando não se quer propositadamente a criação de uma imagem, ela acaba se manifestando; em muitos casos, e este é o que mais interessa aqui, as pessoas se apresentam de modo diferenciado para diversos grupos de contato. Mesmo que essa característica (a criação de tipos sociais) seja inerente ao convívio social, o que se percebe, em muitas situações, é a multiplicidade de personalidade como busca do preenchimento do sentimento de vazio tão comum; a definição de uma personalidade é fundamental para que as pessoas especifiquem os seus perfis e peculiaridades, bem como os das pessoas com as quais se pretende relacionar. É natural que um libertário não consiga conviver bem com um conservador, ou então um cristão com um satanista; o que ocorre é que há um choque de valores. A maioria de nós têm valores definidos e solidificados, o que não nos impede de mudar, pois a vida se constitui em mudança efetiva a todo momento; o que interessa nesse caso, é que se um indivíduo demonstra essa multiplicidade valorativa, o mesmo tende a não aprofundar relações com ninguém; essa necessidade de abarcar todos os valores, ainda que contraditórios, essa necessidade de transitar em todos os grupos, torna essas pessoas superficiais e não certas de suas convicções pessoais. Esses indivíduos que apresentam essa dita multiplicidade, talvez sejam fruto de um processo contínuo de afirmação da capacidade humana de ser popular, ou seja, de ter muitos amigos; isso nos leva a uma conclusão bastante interessante, pois ao mesmo tempo em que se relaciona com todos, esses indivíduos não conhecem realmente ninguém, de modo que seus relacionamentos se baseiam em elementos inconsistentes; isso remete muitos a um sentimento de falta tremendo, sobretudo toda vez que há um comportamento inadequado de alguém em que se confiava. Essa obssessão coletiva por construção de relações afetivas em demasia, acaba remetendo muitos a esse sentimento de impotência, que mais parece uma epidemia nos dias de hoje; isso não pode ser dissociado do conjuntura em que vivemos, que se caracteriza pelo reino capitalista, sua doutrina isolacionista e ao mesmo tempo promissora no que tange ao suprimento de nossas necessidades afetivas; vivemos em um contexto em que reina a desilusão e a decepção para com as pessoas; diante desse aspecto, percebe-se um certo desespero, principalmente por parte daqueles que não compreendem a realidade, no sentido de se preencher com elementos promissores, porém insuficientes; vivemos numa era caracterizada pelo multi, pelo global, pelo ilimitado, mas mesmo com todos esses predicados super, não conseguimos nos situar enquanto seres sociais, pois infelizmente, a história conspira contra nós e nossas esperanças.



Escrito por williem às 11h16
[] [envie esta mensagem]


 
   

Eu realmente achei muito bom o texto de Williem, e por isso, retomo ao tema que foi muito bem explorado por ele. Além disso, aproveito este post para apontar para o fato de que também fazemos asserções positivas e não apenas negativas, ou seja, a nossa ética ( ou pelo menos a minha), não apenas nega aspectos da cultura, política e economia de nosso contexto como também aponta caminhos, diretrizes ou parâmetros para uma outra cultura, e por vezes, para uma outra economia política, embora, como já enfatizamos há tempos neste blog, é essencial um posicionamento negativo e até destrutivo, porque isto, por si só já constitui uma característica de um processo criativo.

Se Williem apontou a arte como valor máximo, ele também a desmistificou, colocando-a como essencial, mas como meio e não como fim. Isto porque a arte, vem sendo desde que o conceito francês do século XVIII de "cultura", entendida como agir civilizado e superior, se afirmando em contraposição aos modos não-europeus de civilização, e colocada no mesmo plano de outras etiquetas e conceitos relativos ao "bem agir", ao comportamento superior do homem civilizado. Em suma: a arte, passou a ser uma boa maneira, uma forma de legitimação social, de diferenciação da nobreza civilizada em relação às castas pobres e brutas.

A arte, no entanto, é , ou ao menos deve ser encarada,  como um acesso à um lugar ou um estado. Shelling e os românticos, viam a arte desta maneira: ela era a via de acesso ao "absoluto", que é a palavra que eles se utilizaram para descrever um estado de fusão do homem com o objeto contemplado e ao mesmo tempo vivido. O homem não deve apreciar a arte, separado dela, como transparece nas exposições de arte, nas críticas de cinema, ou na audição de música clássica. O homem deve ser tomado pela arte, como um possesso, superando a dicotomia sujeito/objeto, a arte deve criar uma destruição do sujeito pelo objeto, como uma faca que rasga a carne, lhe vomita na alma, ilumina a mente e arrebata o cérebro.

Por isso... toda a arte que foi feita para decorar mansões, toda a música que é tocada na rádio enquanto as pessoas executam tarefas cotidianas, toda o filme que tem como único objetivo "passar o tempo"... deveriam ser queimados!  Toda a arte que integra o indivíduo à dinâmica do espetáculo, que faz parte do sistema que torna o homem mero expectador da própria vida, deveria ser extirpada e explodida.

Para Heidegger, sempre estamos a nos projetar, isso é, a nossa consciência nos coloca como objetos para o nosso próprio pensamento e assim nos visualizamos em possíveis execuções futuras de nós mesmos. Esse é o processo que define a nossa posição no mundo; quais serão os adjetivos que tentaremos proclamar socialmente como sendo próprios à nossa essência? É através do projetar-se que "decidimos" isso. No entanto, quando estamos imersos em uma rotina totalitária, nos perdemos em meio as coisas de um mundo impessoal, onde vivemos sem pensar e condicionamos o nosso comportamento em relação à expectativa dos outros. Assim, abdicamos de nossa condição de construtor de nós mesmos e vivemos inautenticamente. A arte no entanto, tem o poder nos induzir para além do cotidiano, abrindo outras possibilidades; pela vivência artística, podemos dialogar com o nosso passado- que é a estrutura histórica presente em nós mesmos, para, partindo-se das opções dadas por ela, transcende-la. A arte deve ter esta função: A sensação que nos leva para além de toda trivialidade, nos revoluciona com um novo sentimento, e levando esse sentimento ao extremo chegamos ao êxtase, que é a exarcebação de um ego em chamas. Este ego, renovado terá uma nova postura diante das pessoas e do cotidiano. Assim, a arte deve ser marcada pela sensação e auto-criação  e não simplesmente contemplação.

Escrito por azamor às 11h38
[] [envie esta mensagem]


 
 

 

Mensagem de Natal

 

A cultura que dá forma à lente em que o homem utiliza para enxergar a natureza, o que está além de sujeito. O mundo da cultura forma então, sobre a natureza, um véu de significados que turvam o que verdadeiramente existe. E um dos efeitos imediatos da cultura é promover  a visão da cultura, como se essa fosse natureza. Isso é, o processo de naturalização de realidades vêm justamente com o esquecimento da contingência da cultura.

Hoje, estamos na época do natal, que é precisamente o apogeu da naturalização de signos e verdades adotadas por nossa civilização.  A própria data não passa de uma contingência: se algum dia nasceu um tal de Jesus Cristo, certamente, não pode afirmar que foi precisamente nesta época. O que ocorre, é que a igreja católica assim convencionou para fortalecer a ideologia cristã  de tempos em tempos, confirmando nas mentes das pessoas a crença com toda a grandeza simbólica de um suposto dia do nascimento de cristo. Ademais, a própria repartição do tempo da forma atual já é uma convenção romana-medieval, que ajuda a incrustar a idéia de progresso da sociedade, uma vez que os anos cumprem uma progressão numérica, e, como o ponto de partida para a contagem é a “primeira” vinda de cristo, tudo direciona a nossa cultura ocidental para uma idéia de progresso contínuo que irá desembocar necessariamente em algum lugar- em algum fim da história qualquer- como na segunda vinda de cristo.

O cristianismo sempre adotou todo o tipo de sincretismo para sobreviver, aliás, isso é típico das religiões e das formas culturais em geral. Ele adotou os deuses de outras religiões como seus demônios, aderiu a mitologia dualista persa adotando a dicotomia do bem contra o mal, adotou o inferno presente na mitologia grega, adotou imagens pagãs para representar o seu demônio, se transformou para penetrar em regiões avessas aos seus dogmas- como vemos na sua fusão com o candomblé- e por isso tudo, o vaticano tenta a todo o custo manter a unidade, a “pureza” e a coesão do “seu” cristianismo. Para isso, ele teve que aceitar o mais bizarro sincretismo, fundindo seu corpo simbólico com outro antagônico ao seu: funde-se com o capitalismo, quando esse parecia que iria acabar com ele, a partir das revoluções burguesas que prometiam, embasadas em seu iluminismo, laicizar a Europa (e o mundo).

O natal é justamente a expressão maior desse sincretismo. Não se percebe que o caráter altruísta do evangelho se choca com o individualismo do mercado; que as supertições da bíblia se chocam com o tecnicismo próprio à dinâmica do capital; que a intolerância das religiões se choca com a necessidade da absorção dos diversos nichos de mercado pelo capitalismo; que o desprendimento de Cristo é o oposto da ambição desenfreada de George Soros. Sob a égide de uma festa ao mesmo tempo fundamentada nas trocas de mercadorias e na religião, tudo parece ser fundido, os símbolos se integram, a ideologia do povo ganha uma solidez que permite a naturalização total de todas as práticas: ele não sentirá culpa com relação à uma ideologia por assumir outra, agora tudo aparece como algo só: o natal é a celebração desta mistura da indústria com a religião, onde estas ideologias aperecem como mediações para os mais dignos e caros sentimentos do ocidental.

Por tudo isso acho  (na verdade tenho certeza) que toda essa hipocrisia está abraçada a tudo o que o natal é e representa. E hoje, eu vou para mais uma ceia de natal, como quem vai ao abatedouro, vomitar um pouco de meu detestável cinismo. Legalizado pelo estado, defendido pelo exercito, celebrado pela família, beneficiando o capitalismo através da santificação da Igreja... Existe algo pior que o natal?



Escrito por azamor às 15h53
[] [envie esta mensagem]


 
 

O que poderia eu dizer acerca do papel que a arte tem na minha vida? Primeiro posso afirmar que ela é tudo, sem exageros; tudo o que penso ou faço tem uma sensível relação com diferentes tipos de expressão artística. Definí-la é algo complexo, mas para mim a arte corresponde a tudo que transcende a capacidade de compreensão racional e pragmática dos fenômenos; é sentimento, puramente sentimento, é o êxtase absoluto. Isso pode soar um pouco vago, impreciso, sobretudo para aqueles que pretendem conceber a realidade como objetiva; não os tolero, bem como não tolero conceitos formalizados, definições elitistas e acadêmicas; a arte pode estar em qualquer coisa, o que a define e revela é o olhar do observador, que lhe dá um sentido. O que realmente interessa é a vivência, a interação, a insatisfação, a busca pelo algo mais. As palavras, códigos linguísticos tão importantes enquanto convenção, são tão imprestáveis à descrição de elementos de teor essencialmente sensitivo; elas não me permitam talvez compartilhar do modo devido o alcance dessa manifestação tão profunda e superior. Às vezes me perco em meio a afazeres usuais, e quando penso nisso, constato o vácuo que se estabelece no cotidiano da maioria das pessoas. A elas cabe a "pseudoarte", formal, imposta por meia dúzia de críticos e legitimada socialmente; o real sentimento se perde, na medida em que dogmatismos de caráter sórdido os impede de assumir a predileção por elementos não aprovados pelos demais. Não que a arte se resuma ao que é marginal, não, mas quero chamar a atenção para o evidente processo de padronização. Porque Caetano Veloso e não Scailabi? Porque Picasso e não Debuffet? Bem, a resposta para essas indagações são conhecidas dos que lerão o texto. Diante disso, eu prefiro o sujo, o condenável, o não aprovado; não sou também intolerante ao ponto de desprezar os artistas mais aceitos, porém sinto uma atração quase incontrolável por aqueles que violam e são socialmente condenados. Para mim a arte deles soa mais verdadeira, honesta. Não consigo explicar isso, apenas sinto, não necessito de outra coisa e não preciso de sanções ou limitações de qualquer tipo, afinal a arte não pode ser limitada, enquadrada. Queria eu ver arte em tudo, vivenciar tudo; contudo isso é para aqueles privilegiados, que não precisam partilhar desse cotidiano cruel e anti-artístico, pois a eles cabe estar em outro mundo, ser loucos



Escrito por williem às 18h51
[] [envie esta mensagem]


 
  Eu escrevo no blog o que é do meu interesse, quem não estiver interessado simplesmente não leia! Para o caso de alguém autorizado, sugiro que escreva o que quiser ler.

Escrito por williem às 15h27
[] [envie esta mensagem]


 
  Fico profundamente enojado quando penso naquilo que a lógica do capital vem fazendo com a capacidade de julgamento e de crítica do homem moderno. O que se percebe nos dias atuais eh uma total falta de autonomia pessoal, sendo que esta perde espaço para o automatismo que fica evidente nas ações da massa populacional. Essas pessoas saum condicionadas por uma super-estrutura muito bem arquitetada pela nefasta engenharia social, que teim a função de definir planos de ação para que os individuos fiquem presos ao que o sistema pré-determina. Isso constitui uma espécie de lavagem cerebral, que inviabiliza de modo imediato a percepção do nível de domínio ao qual a pessoa está entregue. Nesses casos há a necessidade de muito trabalho para que se possa recuperar esse indivíduo miserável ao qual se pode chamar de "zumbi sistêmico". Infelizmente a grande maioria dos seres humanos ocidentais encontra-se envolta nessa rede alienatória, inclusive pessoas que possuem maiores vínculos conosco. O sistema hoje está em tudo: desde a música que ouvimos até o sapato que calçamos. Evidentemente todos que vivem nele, mesmo os mais conscientes, têm resquícios dessa imposição do modo de vida capitalista. O mais sensato a se fazer, porém, é pensar como alguns modernistas no início do século passado, e utilizar a antropofagia, ou seja, aproveitar aquilo que pode nos favorecer e criticar o que não nos convém. Não se deve evidentemente aceitar o chavão: "não se pode criticar se não houver nada melhor para se colocar no lugar". Ao contrário do que diz essa concepção imbecil, sendo imbecil também quem a defende, a crítica é o que mais efetivamente realiza mudanças. Portanto, proponho o triunfo da crítica, seja ela construtiva ou destrutiva(de preferencia destrutiva!), pois o homem crítico é a saída para que a humanidade se livre desse mediocre e entediante modo de vida.


Escrito por williem às 17h12
[] [envie esta mensagem]


 
  O pensamento de cristo foi domesticado pelo dogmatismo das igrejas, camuflando o que era essencial em sua atitude: a subversão. Alguns trechos da bíblia comprovam isto.
O trecho a seguir foi extraído do evangelho de Mateus, e demonstra o conflito de Jesus com a igreja de seu tempo- que eram as autoridades judaicas- embora Paulo venha, posteriormente, a converter o pensamento de Cristo ao caminho do corfomismo, na medida em que ele sacraliza, em nome de Cristo, toda a forma de autoridade.

"27 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia.
28 Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.
29 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos,
30 e dizeis: Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido cúmplices no derramar o sangue dos profetas."

A consciência de que pertuba a ordem pré-existente fica clara neste trecho (Cf. Mateus 10:34-35)
"34 Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.
35 Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra;"

Existe também a famosa passagem em que Jesus agride os comerciantes, cambistas e feirantes com um chicote, enquanto eles vendiam no templo de Jerusalém. Ele queria eliminar o comércio no templo, não porque ele sacralizava o espaço físico do templo (como comprova na passagem seguinte em que diz que pode reerguer o templo em três dias, ou seja, se trata de algo imaterial) mas sim porque percebia a corrupção do que há de espiritual e humano devido às relações de produção e trocas econômicas.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Se a bíblia pode conter personagens interessantes, como Jesus, ela não deixa de ser um livro absurdo, enquanto objeto de crença religiosa.
A seguinte passagem (Cf. II Reis 2:23-24), chega a ser engraçada de tão estúpida:
“Então subiu dali a Betel; e, subindo ele pelo caminho, uns meninos saíram da cidade, e zombavam dele, dizendo: Sobe, careca; sobe, careca!”
“E, virando-se ele para trás, os viu, e os amaldiçoou em nome do Senhor. Então duas ursas saíram do bosque, e despedaçaram quarenta e dois daqueles meninos.”
Ursas enviadas por Deus mataram 42 crianças, apenas porque essas chamavam Eliseu de careca?!?!

texto retirado do antigo blog e escrito por Azamor


Escrito por williem às 17h10
[] [envie esta mensagem]


 
  Calvário de um hipócrita- um dia como outro qualquer




Hoje eu acordei tão feliz e disposto a escrever nesse querido e amado blog. Bem, após levantar, senti algo de muito especial em meu coração. Ao me sentar para tomar café da manhã com minha família, lembrei de o quanto é importante essa instituição milenar e sacra, fundamental ao nosso desenvolvimento. Imediatamente depois disso vislumbrei a venerável figura do Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei e consolador dos desvalidos espiritualmente; Lembrei então, que ao contrário de muitos, eu e minha família tínhamos o apoio e o conforto proporcionado pelo Deus esplendoroso. Sem falar da Mãe Igreja, aonde se reúnem os filhos de Deus para a celebração do Cordeiro Santo. Durante o dia, no trabalho, fiquei ainda mais contente com a minha vida. Minha convivência com os colegas de trabalho foi e é tão pacífica e agradável, de modo que nos encontramos constantemente para realizar comemorações. É empolgante a prestatividade que encontro na realização das tarefas laborais À noite saio para me divertir com minha adorada namorada para uma festa. Tudo é muito divertido, não só as atrações da própria festa, quanto as pessoas, e as interessantíssimas conversas desenvolvidas na festa. Ah! que vida feliz! Levo minha namorada em casa e volto para o meu adorável lar. Deito na cama para o meu levíssimo sono, e ao me recordar de tudo aquilo que ocorreu durante o meu dia em sociedade, reflito, e inevitavelmente reconheço que: a família como é instituída é uma farsa hipócrita, sou ateu, odeio qualquer manifestação religiosa, sobretudo a cristã, sou um burro de carga que trabalha para sustentar esse infame sistema, e também que os meus colegas de trabalho me matariam para ocupar o meu lugar; Ainda tem mais: constato que essas festas que eu vou são detestáveis e desinteressantes, não só as pessoas quanto o ambiente vazio e medíocre. Percebo também que minha namorada só quer sustentação financeira, ou seja, é uma vaca interesseira, e que eu só a namoro para exibi-la como um troféu. Ou seja, vejo que sou um nada convivendo com um bando de nadas que são o perfeito exemplo de como se vive uma existência desastrosa e incompetente. Será que eu sou hipócrita?


Esse texto reflete a vida de muitos indivíduos do contexto atual. Essa é, sem dúvida, o pior tipo de vida, uma vez que a desgraça completa não é viver esse tipo de vida, como a quase totalidade da população, mas sim ter consciência dessa super -estrutura maldita e nada poder fazer de concreto sem que se passe por louco. Cabe a pessoas como nós celebrar a superioridade.

Escrito por williem às 17h09
[] [envie esta mensagem]


 
 

Falando em tecnologia, será que ela possui mais pontos positivos ou negativos em relação a seus efeitos? Bem, a maioria esmagadora das pessoas tende a afirmar que os positivos superam os negativos; na minha opinião essa questão é polêmica e não pode ser reduzida a simplismos. Muitas vezes se afirma que as sociedades primitivas não tiveram tecnologia avançada; ora, isso é uma falácia sem precedentes. Em seu escrito " a sociedade contra o estado", Pierre Claustres desconstrói essa idéia; segundo ele, não se pode comparar níveis de desenvolvimento tecnológico de períodos distintos, pois cada período apresenta suas peculiaridades e especificidades. A tecnologia nada mais é que saídas encontradas pelas pessoas para suprir, de modo eficiente, suas necessidades, e com isso tornar a vida mais fácil e agradável. As sociedades primitivas apresentaram uma tecnologia admirável na medida em que supriram de forma competente desde seus problemas mais básicos até alguns mais supérfluos.

Outro clichê muito alegado pelas pessoas de pensamento comum  consiste na idéia de que a expectativa de vida no período primitivo era muito reduzida, o que justifica a vantagem de se viver atualmente. Em parte isso pode ser considerado verdadeiro, porém há elementos complicadores a serem ponderados. Atualmente, a maioria das pessoas do Mundo vive mais que no período primitivo; porém, como se sabe, boa parte do nosso tempo é direcionado para que possamos cumprir atividades destinadas à manutenção do funcionamento do sistema; essas atividades nos são, de modo fraudulento, passadas como pessoalmente benéficas. Uma análise mais detalhada revelaria que o nosso real tempo de vida é bem restrito, sobretudo em países em que reina o neoliberalismo(Japão, EUA etc). Mesmo nos dias de hoje encontra-se locais em que a expectativa de vida é igual ou inferior ao período primitivo; isso ocorre em muitos países da África e Ásia.

Em muitos locais vive-se mais que no período primitivo, contudo a qualidade de vida é muito inferior, ou seja, vive-se mal. Em outros, além de se viver muito mal, vive-se muito pouco. Então cabe a indagação: é preferível se viver no período primitivo durante quarenta anos trabalhando 3 horas por dia e tendo supridas quase todas as necessidades, ou viver 65 anos trabalhando 10 horas por dia, exposto a intensa poluição, violência e desigualdades sociais que assolam a sociedade atual? Cabe ressaltar que eu não concordo com Rousseau quando ele afirma que o homem primitivo é bom; o homem é um ser histórico, logo pode ser qualquer coisa.



Escrito por williem às 11h08
[] [envie esta mensagem]


 
  DESINTEGRAMOS  - Nevermore

Dentro da comunhão sombria da autoconsciência
Lá se encontra um vazio chamado ego
Uma fusão infinita de quietude e caos
Trazer sua morte pode trazer renascimento
Eu quero congelar o tempo
(dissolver-se em cinza)
Enquanto desintegramos a luz
Deixe a chuva cair
Deixe a solidão cercar
Eu quero mudar as linhas
E purificar a divisa
Estamos livres ou escravos da tecnologia?
Do lado externo das paredes caídas
Do orgulho e preconceito
Há uma voz que fala em círculos
Ilusões vazias ainda caem perante nós
Não há nenhum futuro, então professe sua dor


Escrito por williem às 09h01
[] [envie esta mensagem]


 
 

melhor poesia de todos os tempos (juntamente com "tabacaria" e "uma estadia no inferno")

 

Da metafísica eu extraio apenas o beijo na realidade,

em que toco com os lábios de uma verdade a beleza do espaço.

Peço-lhe a certeza, apenas para ver aquilo em que posso abraçar-me,

e, aquecido esvaziar-me de todo o vazio que assola a alma.

Peço-lhe a força, para superar cada cansaço com  novos olhos,

Somente com novos olhos eu posso enxergar uma nova vida

 

Da ciência, eu extraio apenas um jeito de caminhar.

Caminhar esquecendo que existem caminhos tortuosos,

esquecendo que para além de toda a regularidade existe vida,

existe o mistério esquecido, o essencial sempre esquecido.

A ciência é um falo, que  ao penetrar na terra

Oferece-lhe o seu sêmen, talvez estéril, doente ou louvável.

 

Da teologia, eu não extraio absolutamente nada

 

Da arte, extraio a vontade de ser extraído.

Ela não faz sexo com a matéria do mundo,

ela não pretende beijar a realidade.

O que ela faz é manter meu silencioso desejo

daquele que sempre sonha em ser a matéria e a realidade

ser ele próprio o novo fruto que enxerga a partir de si- uma nova vida.

 

Não se produz arte, se é, por algum momento, arte

Se é um ser multiforme que sempre têm que escapar

do invólucro quente de alguma verdade ou crença.

mas, que sempre assassina essa verdade por sê-la.

porque o sentimento transborda o seu sentido.

Do corpo despedaçado da metafísica, emergem dois fetos:

A ação, e a arte, a sua irmã congênita.

  


 



Escrito por azamor às 22h51
[] [envie esta mensagem]


 
  [ ver mensagens anteriores ]  
 
 

HISTÓRICO
 30/10/2005 a 05/11/2005
 23/10/2005 a 29/10/2005
 09/01/2005 a 15/01/2005
 02/01/2005 a 08/01/2005
 26/12/2004 a 01/01/2005
 19/12/2004 a 25/12/2004
 21/11/2004 a 27/11/2004
 31/10/2004 a 06/11/2004
 24/10/2004 a 30/10/2004
 17/10/2004 a 23/10/2004
 10/10/2004 a 16/10/2004
 03/10/2004 a 09/10/2004
 26/09/2004 a 02/10/2004
 19/09/2004 a 25/09/2004
 05/09/2004 a 11/09/2004
 29/08/2004 a 04/09/2004
 22/08/2004 a 28/08/2004



OUTROS SITES
 Causamortis
 Blog do now


VOTAÇÃO
 Dê uma nota para meu blog!